Numa dessas fugas da consciência, deparei-me com um fenómeno possivelmente de natureza subliminar, indubitavelmente sinistro.
O formato das lampadas que davam luz nos dias soturnos de inverno ou daqueles dias de verão obscuros pelas areias do Saara ou um eclipse qualquer, em forma de seta apontam todas para as janelas do 4º andar do edificio deslocado do inferno para onde exerço minhas funções profissionais.
É deveras pernicioso, esse mecanismo de guerra psicológica existente, capaz de levar pobres almas escravizadas pelo capitalismo, a se lançarem das janelas como se fosse 1919.
Querem definitivamente acabar connosco.
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